"Gigantes de Aço" investe na relação pai e filho



Sucesso de bilheteria nos Estados Unidos, desbancando promessas como a refilmagem de "Footloose", a aventura "Gigantes de Aço" pode parecer simples, mas tem DNA poderoso. Produzido por Steven Spielberg, estrelado por Hugh Jackman e dirigido por Shawn Levy, o filme é baseado em um conto ("Steel," de 1954) de Richard Matheson, celebrado autor de livros e roteiros de fantasia, terror e ficção científica.

O escritor é conhecido por colocar pessoas comuns em situações excêntricas. Ele contribuiu para a série "Além da Imaginação" e escreveu "Eu Sou a Lenda", base dos filmes "Mortos que Matam"(1964, com Vincent Price), "A Última Esperança da Terra" (1971, com Charlton Heston) e, finalmente, "Eu sou a Lenda" (2007, com Will Smith). Foi de Matheson também a ideia do primeiro filme de Spielberg, "Encurralado" (1971).
Em "Gigantes de Aço", no entanto, a genética dos criadores mudou os rumos do filme. Em um futuro próximo, 2020, os esportes de luta foram banidos pela intensa violência que apresentavam. Isto porque as pessoas ficaram tão afoitas para ver sangue nos ringues que, no fim, precisaram substituir os lutadores por robôs.
É neste contexto que habita Charlie Kenton (Hugh Jackman), um ex-boxeador azarado, às voltadas com máquinas de briga sucateadas para conseguir sobreviver.
A situação dele piora quando morre a mãe de seu filho Max (Dakota Goyo), criança de 11 anos, que Charlie nunca quis conhecer. Porém, como a guarda do garoto é disputada pelos tios ricos, Debra (Hope Davis) e Marvin (James Rebhorn), ele vê aí uma oportunidade de negócio: uma bolada pela custódia.
O esquema é aceito por Marvin, com a condição de que o pai passe o verão com o garoto para que consiga viajar tranquilo com a esposa Debra.

Seria uma situação chocante sob diversos pontos de vista, mas o insólito desenvolvimento desse relacionamento é bem-trabalhado por um roteiro que aposta no humor ácido, pelo menos a princípio, para integrar os personagens. Chega a ser assustadora a naturalidade com que o jovem ator Dakota Goyo diz "se me vendeu, pelo menos mereço a metade do pagamento" - que depois se transforma em piada.
Em outra cena que demonstra o desleixo do pai com o filho, Max cai de um penhasco dentro de um ferro velho e é salvo por um robô, que estava por ali semienterrado. O rapaz se apega a seu salvador, que recebe o nome de Atom, e força o pai a colocá-lo em lutas, mostrando que um campeão pode vir de qualquer lugar, até mesmo do entulho. Atom passa a ser a força motriz para a relação familiar dar certo.
John Gatins, Dan Gilroy e Jeremy Leven, que assinam a adaptação da história e o roteiro, mantêm a complexidade moral de pessoas comuns em situações bizarras (um dos temas de Matheson). No entanto, introduzem novos elementos, como a relação entre o garoto e o pai (tão cara a Spielberg) e um humor condescendente, do qual o diretor canadense Shawn Levy (de "Uma Noite Fora de Série") também gosta.
Destaque também para as referências à franquia "Rocky - Um Lutador," em especial à última luta, quando o campeão Zeus (pai de Apollo) é desafiado por Atom. Aliás, as lutas são outro ponto forte do filme, cujos movimentos foram capturados pela produção a partir de lutadores reais, supervisionados pelo astro do boxe Sugar Ray Leonard.
Em seus devaneios futurísticos (muito embora o futuro dele fosse a década de 1970), Matheson mostra um mundo cada vez mais desumanizado. "Gigantes de Aço," no entanto, tem como mensagem o oposto. Piadista, Levy disse que seu filme se passa em 2020 porque não queria uma ficção científica extrema.
Em entrevista, chegou a dizer: "Queria o mundo mais familiar (para os espectadores). Um aparelho de celular pode mudar em 10 anos, mas o jantar vai continuar parecendo um jantar."
Como vem acontecendo cada vez mais, o filme circula também em versão dublada.

Bastidores dos filmes Harry Potter serão abertos aos fãs




Pôster em português do filme remete ao duelo final entre Harry Potter e Voldemort. O último filme da saga está previsto para chegar às telas em 15 de julho 
WATFORD, Reino Unido, 3 Out 2011 (AFP) -O sonho se tornará realidade na primavera para os fãs de Harry Potter: o de visitar os bastidores dos oito filmes do herói, percorrer seus passos, descobrir o ministério da magia e a cabana do gigante Hagrid, entender como o jovem bruxo voa... Tudo isso nas proximidades de Londres.

A atração turística --"The making of Harry Potter", que poderá receber até 5.000 pessoas por dia --, está situada ao lado dos verdadeiros estúdios onde foram rodados os oito filmes do pequeno bruxo, em Watford.

Durante 11 anos, Daniel Radcliffe (Harry), Emma Watson (Hermione) e Rupert Grint (Ron) cresceram neste lugar.

"As pessoas vão realmente ficar impressionadas ao verem o ambiente incrível em que trabalhamos todos esses anos", disse Radcliffe.

Ele é o herói da saga de maior sucesso da história da publicação editorial e do cinema, com mais de 400 milhões de livros vendidos e mais de 4 bilhões de euros em arrecadação das adaptações para o cinema.

Alguns cenários nunca foram desmontados para serem utilizados em todos os filmes. É o caso do dormitório dos meninos, projetado para crianças de 10 anos, e que nos últimos filmes não pôde ter suas camas ocupadas pelos bruxos: eles se tornaram muito grandes!

"Geralmente um cenário dura pouco tempo, nós montamos, desmontamos e acabou, passamos para o seguinte", explica Michael Finney, consultor do projeto.

O estúdio hollywoodiano da Warner Bros comprou os estúdios Leavesden em novembro de 2010, na época foi anunciado o investimento de 115 milhões de euros no local.

Hoje, pedreiros e pintores ocupam os 14.000 m² de espaço da nova atração.

A parte central já está montada: o imenso cenário do Hall de Hogwarts, a escola de magia, com seu piso de arenito e suas estátuas imponentes, escurecidas por verdadeiras chamas durante as filmagens.

Para ser fiel a história, o diretor artístico dos filmes, Stuart Craig, encorajou os figurantes a desenharem nas enormes mesas de madeira de pinheiro e carvalho no refeitório, onde os talheres foram mergulhados em ouro.

"São mínimos detalhes que não são percebidos nos filmes, mas quando vocês passarem pelos cenários, vão se dar conta de todo o trabalho que existiu por trás", disse Rupert Grint.

Por exemplo, "no escritório de Dumbledore (o diretor Hogwarts), todos os livros têm ligações e títulos diferentes, não são feitos de papelão uniforme", afirmou Stu Frith, assessor de imprensa.

Os visitantes --que vão poder comprar os ingressos a partir do dia 13 de outubro de 2011 -- irão descobrir os efeitos especiais que foram necessários para que os bruxos voassem, lançassem feitiços e enfrentassem monstros como Aragog, a aranha gigante.

John Richardson, o diretor de efeitos especiais para todos os filmes do Harry Potter e vários do James Bond, utilizou menos tecnologia digital do que poderíamos imaginar: os atores montaram em verdadeiras vassouras... eles mesmos utilizaram aparelhos de simulação de vôo.

"Quando os atores eram pequenos e leves, nós apenas fixamos selas de bicicleta nas vassouras", contou. "Depois, para conseguir mais estabilidade, fabricamos selas únicas, moldadas nas nádegas em posição de vôo de cada ator que decolou".

"Tropa de Elite 2" é o candidato brasileiro ao Oscar 2011


- Em "Tropa de Elite 2", Nascimento é o responsável pelo crescimento do BOPE, que agora é uma máquina de guerra
O longa-metragem "Tropa de Elite 2"  é o filme nacional indicado a concorrer a uma vaga na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar 2012. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira (20) pela Comissão Especial de Seleção da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio. Nesta pré-seleção, quinze filmes brasileiros estavam inscritos, entre eles "Assalto ao Banco Central", "Bruna Surfistinha", "Malu de Bicicleta" e "VIPS".
"Foi analisada a qualidade de todos os filmes. Mas “Tropa de Elite 2” teve mais vantagens técnicas”, justificou Ana Paula Dourado Santana, presidente da Associação Brasileira de Cinematografia. “A importância dessa indicação é para lançar o filme como produto de expressão cultural. ‘O Tropa de Elite 1’ é excepcional. Mas ele não funcionou lá fora. Vamos ver como a sequência será recebida”, comentou Ana Paula.
Para Nelson Hoineff, representante da Academia Brasileira de Cinema, o fato do filme abordar a corrupção teve peso significativo na escolha. “Esses 11 milhões de brasileiros (bilheteria de "Tropa") estão fartos de corrupção. Acho que por isso aconteceu essa sinergia do público. O brasileiro não aguenta mais, e o público se expressou por meio do ‘Tropa’”, argumentou.
Entre os internautas do UOL, "Tropa de Elite 2" também era o favorito para ser o representante brasileiro ao Oscar. Dentre os mais de 25 mil votos obtidos na enquete de UOL Cinema, 62% deles foram para o longa dirigido por José Padilha.

Os brasileiros no Oscar
O Oscar 2012 será a 84ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. A lista dos indicados só será conhecida em janeiro de 2012. A cerimônia de entrega dos prêmios, que terá como apresentador o ator Eddie Murphy, acontecerá em 26 de fevereiro.
Em 2010, "Lula, o Filho do Brasil" foi o escolhido para representar o país na vaga a melhor filme estrangeiro, mas não chegou a concorrer ao Oscar 2011. Nos anos anteriores, os escolhidos pelo Brasil para disputar uma indicação foram "Salve Geral" (2010), "Última Parada 174" (2009), "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias" (2008), "Cinema, Aspirinas e Urubus" (2007) e "2 Filhos de Francisco" (2006).
Quatro filmes nacionais já foram indicados à categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar, mas nenhum levou a estatueta: “O Pagador de Promessas”, “O Quatrilho”, “O Que é isso, Companheiro?” e “Central do Brasil”. “Cidade de Deus” concorreu em outras quatro categorias: diretor (Fernando Meirelles), roteiro adaptado, edição e fotografia. “Uma História de Futebol”, de Paulo Machline, foi indicado como melhor curta-metragem. Em 2011, a coprodução brasileira "Lixo Extraordinário" disputou a categoria de melhor documentário em 2011, vencida por “Trabalho interno” (Inside Job), de Charles Ferguson.
Os concorrentes de “Tropa”
Outros países já indicaram seus representantes ao Oscar 2012. O francês “La Guerre Est Declaree”, de Valerie Donzelli, o finlandês "Le Havre", de Aki Kaurismäki, o húngaro "Cavalo de Turim", de Béla Tarr, o português "José e Pilar", que é sobre o escritor José Saramago, de Miguel Goncalves Mendes, e o documentário alemão "Pina", de Wim Wenders, estão disputando uma indicação na categoria de melhor filme estrangeiro, junto com "Tropa de Elite 2".

Com Tom Hanks e Julia Roberts, "Larry Crowne" usa bom humor para falar de crise financeira

Larry (Tom Hanks) e Mercedes (Julia Roberts) percebem ter sentimentos que não combinam com a relação de professora e aluno.
A comédia romântica "Larry Crowne - O Amor Está de Volta" marca vários retornos - o do ator Tom Hanks à direção, 15 anos depois de "The Wonders - O Sonho não Acabou", além de seu reencontro com Julia Roberts, com quem contracenou em "Jogos do Poder" (2007). Nos bastidores figura como um dos roteiristas a canadense Nia Vardalos, atriz e roteirista do sucesso "Casamento Grego" (2002).
Mesmo sendo um poço de bom-mocismo, a história não deixa de cutucar algumas feridas bem à tona no abalado sonho americano, como o desemprego e a voracidade dos bancos locais com os juros das hipotecas.
Os dois problemas caem sobre Larry Crowne (Tom Hanks), um simpático gerente de supermercado, que é o funcionário-modelo do lugar há décadas. O que não o salva de ser sacrificado num corte de vagas da empresa, cometido pelos novos executivos. A alegação: falta de diploma universitário do gerente.
Larry, que não foi à faculdade por estar no serviço militar, fica deprimido. Afinal, tem uma gorda hipoteca para pagar, herança de um divórcio complicado. Assim, sua solvência fica prejudicada, tanto pelo desemprego, quanto pela negativa da gerente do banco (Rita Wilson) de negociar alternativas em benefício do cliente.

Depois de bater em muitas portas e ser rejeitado em novos empregos por conta de ser cinqüentão, Larry decide tentar a faculdade. Com muita lógica, escolhe estudar economia, encontrando pela frente um professor meio exótico (George Takei, o Sr. Sulu da antiga geração de "Jornada nas Estrelas"). Mas pior será outra professora, Mercedes Tainot (Julia Roberts).
Professora de oratória, Mercedes é um poço de mau humor e amargura. Está numa crise enorme com o marido (Bryan Cranston) que, além de não fazer nada, vive pendurado em sites pornográficos na internet. Totalmente desanimada com um trabalho nada encorajador e com alunos indiferentes, ela bebe cada vez mais.
Por conta da bebida, ela vive um incidente meio constrangedor com seu aluno Larry - que, ao contrário do que espera, revela-se um cavalheiro. Evidentemente, o roteiro cria a expectativa de que este romance, em algum momento, possa engrenar.
Porém, quem rouba mesmo a cena, inclusive de Julia Roberts, é a jovem atriz inglesa Gugu Mbatha. Intérprete de Talia, a colega descolada que soluciona o figurino careta de Larry e o introduz em sua turma de amigos, ela dá um banho de beleza e simpatia. Fica difícil tirar os olhos dela.
Outra dupla em quem vale a pena prestar atenção é o prestativo casal de vizinhos de Larry, Lamar (Cedric the Entertainer) e B'Ella (Taraji P. Henson, de "O Curioso Caso de Benjamin Button"). Os dois se deram bem tocando um lucrativo negócio de tralhas usadas, mostrando o quanto a economia pode reservar o sucesso onde menos se espera.

Cliff Robertson, o Tio Ben de "Homem-Aranha", morre aos 88 anos

O ator Cliff Robertson durante première de Spiderman 3 no Festival de Cinema de Tribeca, em 2007
O ator Cliff Robertson durante première de "Spiderman 3" no Festival de Cinema de Tribeca, em 2007
O ator Cliff Robertson, conhecido por interpretar John Kennedy em "PT-109" e ganhar um Oscar por "Charly", faleceu neste sábado. Ele tinha 88 anos. Robertson permaneceu famoso nos últimos anos com seu papel como Tio Ben, o tio de Peter Parker, em Homem-Aranha.

Sua secretária, Evelyn Christel, de 53 anos, conta que o ator morreu em Stony Brook, de causas naturais, um dia após o aniversário.
Seu grande triunfo como ator foi ter ganhado o Oscar em 1968 pelo papel em “Charly”. Na história, Robertson interpretava um homem com deficiência mental que se submete a um tratamento médico que faz dele um gênio.
"Meu pai era um pai amoroso, amigo devotado, dedicado homem profissional e honrado", disse a filha Stephanie Saunders em um comunicado. "Ele estava junto de sua família, amigos e colegas, em bons e maus momentos. Ele fez a diferença na vida de todos nós e fez o nosso mundo um lugar melhor. Nós todos vamos sentir falta dele terrivelmente."

Robertson criou uma série de performances impressionantes na televisão e na Broadway, mas sempre teve seu nome envolvido em filmes com grandes nomes. Suas performances na TV em "Days of Wine and Roses" e "Hustler A", por exemplo, foram filmadas com Jack Lemmon e Paul Newman, respectivamente.
Nascido em 9 de setembro de 1925, em La Jolla, Califórnia, Robertson foi adotado por pais ricos que o nomearam Clifford Parker Robertson III. Depois que os pais se divorciaram e a mãe morreu, ele foi criado por sua avó materna, quem ele adorava. 
O ator tinha uma paixão por voar, e usava o dinheiro que ganhava no cinema para comprar e restaurar aviões da Primeira e Segunda Guerra Mundiais. Ele também participou de corridas de balão, incluindo uma em 1964, que acabou com o ator sendo resgatado no Oceano Pacífico.

Em 1957, Robertson e a mulher Cynthia Stone tiveram uma filha, Stephanie, antes de se separarem em 1960. Em 1966, o ator casou-se com Merrill e eles tiveram uma filha, Heather. O casal se divorciou em 1989.
O funeral de Robertson está marcado para sexta-feira (16) em East Hampton.
No primeiro trailer de "Homem-Aranha", Robertson é conhecido por dizer a frase "com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades", uma das mais famosas do cinema. Assista ao trailer abaixo.